O guaraná (Paullinia cupana) é uma planta nativa da Amazônia, cujas sementes são usadas há séculos pelos povos indígenas como bebida estimulante. Relatos de visitantes europeus do século XVII já descreviam o consumo da bebida. O botânico C. F. Paullini catalogou a espécie no século XVIII, dando-lhe o nome científico.
A fruta vermelha da planta contém uma única semente, que torrada e moída vira base para chás, refrigerantes, sucos, doces e suplementos. Hoje, o refrigerante de guaraná responde por pelo menos 25% do mercado brasileiro de refrigerantes e ganhou fãs nos Estados Unidos.
O sabor é doce, frequentemente comparado a chiclete ou notas frutadas. Todas as versões comerciais são adoçadas (açúcar, xarope de milho ou adoçantes) e carbonatadas, vendidas em latas ou garrafas.
O guaraná contém cafeína natural e atua como estimulante do sistema nervoso central, podendo melhorar o estado de alerta, a resistência física e aliviar dores de cabeça leves — efeitos semelhantes ao café forte. No entanto, não há evidência científica de que promova perda de peso dramática ou atue como afrodisíaco, apesar da tradição popular.
Muitas bebidas energéticas misturam guaraná com cafeína sintética, taurina e outros estimulantes. A combinação potencializa efeitos colaterais: ansiedade, insônia, taquicardia e irritabilidade. A intensidade depende da dose e da sensibilidade individual. Em caso de reações adversas, procure orientação médica.