Em Common Sense (1776), Thomas Paine argumenta que as colônias americanas devem declarar independência da Grã-Bretanha. Seu argumento se baseia em três pilares:
Todo indivíduo possui direitos inerentes à vida, liberdade e propriedade. A única função legítima do governo é garantir esses direitos. A monarquia britânica violou-os sistematicamente através de tributação sem representação, alojamento de tropas e negação de julgamento por júri.
Os colonos não são crianças dependentes; provaram ser capazes de autogoverno através de assembleias coloniais, comércio e milícia. Paine cita repúblicas de sucesso (por exemplo, Países Baixos, Suíça) para refutar a afirmação de que a monarquia é necessária para a ordem.
A independência libertaria o comércio americano dos Atos de Navegação britânicos, abrindo mercados globais. Os recursos e a população do continente poderiam sustentar uma economia próspera sem extração imperial.
Paine escreveu em linguagem simples e contundente para um público amplo, não para filósofos de elite. Essa acessibilidade transformou princípios abstratos do Iluminismo em uma ferramenta de mobilização de massa, mudando a opinião pública decisivamente em direção à independência em poucos meses.