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Infarto Ósseo da Tíbia Distal Pós-Trauma: Fisiopatologia, Apresentação e Manejo

Infarto ósseo da tíbia distal (necrose avascular/osteonecrose) pós-trauma resulta da disrupção do suprimento sanguíneo frágil da metáfise/epífise da tíbia distal.

Mecanismo

  • Lesão de alta energia (fratura pilon, platô tibial, esmagamento, luxação) → laceração/trombose de vasos.
  • Perda de perfusão → morte de osteocito → colapso estrutural → artrose pós-traumática.

Apresentação

  • Dor persistente, inchaço, rigidez além da cura esperada da fratura.
  • Dificuldade para suportar peso; sintomas mecânicos.
  • Raio-X: esclerose, lucência subcondral (sinal crescente), colapso, estreitamento do espaço articular.
  • RM: detecção precoce (edema, sinal de linha dupla) antes de alterações no raio-X.

Manejo

  • Inicial/Não colapsado: Apoio de peso protegido, bisfosfonatos (controverso), estimulação óssea, descompressão de núcleo.
  • Colapsado/Artrosico: Artrodese do tornozelo, substituição total do tornozelo, osteotomia de realinhamento da tíbia distal.
  • Adjuntos: Enxerto ósseo vascularizado, biológicos (BMP, células-tronco) – investigacional.

Abordagem multidisciplinar (trauma ortopédico, pé/tornozelo, radiologia) otimiza salvamento.